quarta-feira, 22 de abril de 2009

São Jorge, rogai por nós!!!


Oração a São Jorge


"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge

para que meus inimigos tendo pés, não me alcancem,

tendo mãos, não me peguem,

tendo olhos, não me vejam,

nem em pensamentos eles possam me fazer mal.


Armas de fogo o meu corpo não alcançarão,

facas e lanças se quebrem sem meu corpo tocar,

cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.


Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça.

Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado divino,

protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e

Deus, com a sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor

contra as maldades e perseguições dos meus inimigos.


Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo

e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza,

e que, debaixo das patas de seu fiel cavalo,

meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.


Com o poder de Deus, de Jesus Cristo e do Divino Espírito.

São Jorge, rogai por nós."

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Florbela Espanca


Sou muito interessada pelas obras de Florbela, suas poesias trazem um quê de melancolia que hipnotizam o leitor.


SER POETA


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...

É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...

É seres alma, e sangue, e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!


"Eu odeio os felizes, sabes? Odeio-os do fundo da minha alma, tenho por eles o desprezo e o horror que se tem por um réptil que dorme sossegadamente. Eu não sou feliz, mas nem ao menos sei dizer por quê. Nasci num berço de rendas rodeada de afetos, cresci despreocupada e feliz, rindo de tudo, contente da vida que não conhecia, e de repente, amiga, ao alvorecer dos meus 16 anos, compreendi muita coisa que até ali não tinha compreendido e parece-me que desde esse instante cá dentro se fez noite.

Fizeram-se ruinas todas as minhas ilusões, e, como todos os corações verdadeiramente sinceros e meigos, despedaçõu-se o meu para sempre. Podiam hoje sentar-me num trono, canonizar-me, dar-me tudo quanto na vida representa para todos a felicidade, que eu não me sentiria mais feliz do que sou hoje. Falta-me o meu castelo cheio de sol entrelaçado de madressilvas em flor; falta-me tudo o que eu tinha dantes e que eu nem sei dizer-te o que era... É a história da minha tristeza. História banal como quase toda a história dos tristes."